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Alcoolismo parental e fatores de risco associados





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A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta o álcool como a substância psicoativa mais consumida no mundo e a droga de escolha entre crianças e adolescentes, mesmo considerando as diferenças socioeconômicas e culturais entre os países(1).

O uso indevido de álcool, de forma precoce, torna-se fator predisponente para problemas de saúde, sociais e econômicos. Além disso, o consumo antes dos 16 anos aumenta o risco para o beber abusivo na idade adulta, em ambos os sexos(2).

Estudos(3) mostram que o uso problemático de álcool por adolescentes está associado a uma série de prejuízos no desenvolvimento, devido às características como o desafio às regras, a certeza de onipotência, além de questões neuroquímicas relacionadas ao amadurecimento cerebral.

Nesse sentido, é interessante destacar a pesquisa Violência, Drogas e AIDS nas Escolas, realizada em 14 cidades do Brasil, por pesquisadores da Unesco, onde se relata ser o álcool a droga mais consumida nas escolas, por cerca de 2,5 milhões de alunos. Além disso, cerca de 10% do total de estudantes declararam que bebem regularmente(4).

Dessa forma, nota-se que o consumo de álcool está sendo cada vez mais precoce, favorecendo prejuízos no âmbito escolar, biológico, psicológico, social e espiritual de crianças e adolescentes. Além disso, envolvem-se com maior frequência em situações de violência, agressões, acidentes no trânsito, dependência química, entre outros.

O uso de álcool na adolescência expõe o indivíduo a maior risco de dependência química na idade adulta, sendo um dos principais preditores de uso de álcool nessa etapa da vida(3). Logo, quanto mais precoce a experimentação, piores as consequências e maior o risco para o desenvolvimento de abuso e dependência de álcool.

Outra pesquisa(5) também constatou que os jovens estão, cada vez mais cedo, tendo contato com o álcool. Foi realizada com 11,8 mil adolescentes de 96 escolas particulares e observou-se que o primeiro contato, para 37% deles, ocorreu antes dos 13 anos, sendo que mais de 60% consumiu na própria residência. Evidencia-se, portanto, a influência da família no consumo de álcool entre os jovens, consequência de fatores genéticos ou da permissividade e exemplo dos pais.

É preciso mencionar ainda que, apesar das claras consequências apresentadas, esse consumo, paradoxalmente, ainda é combatido e valorizado, dependendo do ângulo observado: para a mídia e para os pares, o consumo é favorecido. Para a lei e para os programas de saúde pública, ele é combatido. E, nesse contexto, se encontra um indivíduo com a personalidade em formação, como que navegando entre marés com correntezas opostas(3).

Assim, vários estudos nacionais e internacionais têm analisado a associação de fatores psicológicos e socioculturais ao maior uso de drogas por estudantes, identificando que variáveis, como gênero, idade, trabalho, desestruturação familiar e ausência de religião, estão associadas a essa realidade(6).

Nesse sentido, considerando a influência de vários fatores como os biopsicossociais e espirituais, é relevante analisar as que são originadas no ambiente familiar, principalmente influências parentais. O fato é que o ambiente familiar e a maneira como os membros interagem podem contribuir para o risco de problemas observados em filhos de alcoolistas(7).

Dessa forma, vários pesquisadores têm focalizado filhos de alcoolistas pelo seu elevado risco de presenciar acontecimentos negativos no ambiente familiar durante seu desenvolvimento(8-9).

Diante do exposto, pretendeu-se revisar pesquisas que abordam o tema filhos de alcoolistas, buscando identificar condições de risco e vulnerabilidade, relacionadas às crianças e jovens que estão expostos ao alcoolismo parental.

 

Material e Métodos

A revisão sistemática de literatura foi realizada a partir de uma pesquisa eletrônica, em abril de 2010, utilizando as bases de dados MEDLINE, LILACS, SciELO e Adolec, empregando-se os seguintes descritores: alcoolismo, fatores de risco e filhos.

Os critérios de inclusão foram artigos que abordavam o tema sobre "alcoolismo parental como fator de risco para problemas em crianças e/ou adolescentes", publicados entre janeiro de 2005 e dezembro de 2009, nas línguas inglesa e portuguesa, e artigos que, em sua amostra, contemplassem crianças e/ou adolescentes filhos de alcoolistas. Os critérios de exclusão foram estudos que não investigassem o tema proposto e não atendessem os critérios de inclusão requeridos.

Na primeira etapa, a intenção foi identificar trabalhos que abordassem o tema em questão e se os mesmos preenchiam os critérios descritos acima, sendo selecionados, a princípio, 81 artigos. Na segunda etapa, realizou-se a análise e distribuição das pesquisas por área temática. Utilizando os critérios de inclusão e exclusão, chegou-se à seleção de 18 artigos, pois a maioria dos artigos apresentados na busca não era dirigido ao tema e foram excluídos. Caso houvesse discordância entre os avaliadores sobre os critérios analisados, era realizada discussão específica sobre o artigo em questão até um consenso final, com base nos critérios adotados neste estudo.

 

Resultados e Discussão

Os resultados serão apresentados considerando as principais categorias apontadas nos estudos analisados, durante a revisão sistemática.

É importante notar que o interesse em pesquisa sobre a relação entre o uso de substâncias e estilos parentais apresentou crescimento desde a metade dos anos 90(10).

Os 18 estudos da amostra final foram distribuídos segundo o ano de publicação, da seguinte forma: nenhuma publicação em 2005;,uma em 2006(11), quatro em 2007(12-16), 8 em 2008(17-24) e 4 em 2009(25-28).

Os países que mais desenvolveram estudos na área temática descrita foram os Estados Unidos com 11 artigos(13-14;19-20,22,24-26,28) e Coreia(23,27), com 2 artigos; mas ainda foram desenvolvidos artigos na Dinamarca(15), China(18), Espanha(17), Alemanha(16) e Holanda(21), cada país com uma produção. Quanto ao tipo de estudo usado, houve predominância de estudos longitudinais(11,15,20-22,24-25), caso e controle(18,26) e transversal(12,19-20). Destaca-se, em relação à abordagem metodológica, um estudo realizado durante 21 anos por meio de avaliação intergeracional(14) (3 gerações) e estudos que avaliaram o alcoolismo apenas maternal(21,26). Em relação ao tamanho da amostra, houve grande variação, desde 28 participantes(20) até 2.073(18) adolescentes e/ou crianças.

Após a revisão detalhada do conteúdo dos 18 artigos selecionados, esses foram divididos em três categorias distintas com agrupamento de temática em comum, para apresentação dos resultados.

 

 

Os resultados apontam o alcoolismo parental (materno ou paterno) como importante fator de risco para o desenvolvimento de problemas relacionados à bebida alcoólica na adolescência(11-12,15,20), sendo que a influência familiar tem papel mais forte no desenvolvimento do alcoolismo do que na remissão ou recuperação da dependência(15).

Foi identificado ainda, por meio de um estudo(12), como fatores de risco associados ao uso de álcool precoce, o sexo masculino e o divórcio dos pais. Além disso, esse estudo que teve 1.269 participantes do sexo masculino (idade média de 20,1 anos) apontou o início do uso da bebida aos 15, 7 anos em média, e dependência de álcool aos 19,1 anos, o que corrobora outros estudos, já apontados, que afirmam que o uso da bebida está cada vez mais precoce, bem como o desenvolvimento da dependência química.

Os resultados indicam ainda que a psicopatologia parental, status socioeconômico familiar e instabilidade de bairro residencial são importantes fatores de risco para o desenvolvimento do uso da substância, desordem e outras psicopatologias em filhos de pais alcoolistas(28).

Outro estudo(11) comparou ainda as diferenças de personalidade dos indivíduos jovens que viviam em ambientes com alcoolismo parental e aqueles provenientes de ambientes não alcoólicos, por meio do monitoramento dos níveis de neuroticismo (ansiedade, depressão, culpa, timidez, mau-humor e drama) e psicoticismo (agressividade, egocentrismo, impulsividade e comportamento antissocial) de indivíduos de ambos os grupos, mostrando que os participantes que viviam com alcoolismo parental apresentaram maior neuroticismo e psicoticismo.

Este estudo identificou também que, mesmo com a entrada do indivíduo na fase adulta, aqueles que viviam em ambiente alcoólico mantiveram níveis elevados desviantes de traços comportamentais e emocionais(11). Do mesmo modo, outros autores mencionaram que indivíduos com alcoolismo biparental apresentaram maior probabilidade de experiências infantis adversas(18).

Nesse mesmo sentido, uma pesquisa(13) examinou as trajetórias de competências sociais entre os filhos de pais alcoolistas e os de pais não alcoolistas de 6 a 15 anos de idade, observando não haver diferenças em relação aos filhos meninos, mas que as meninas com pais alcoolistas apresentaram menor competência social na idade de 6 anos, indicando que os filhos de pais alcoolistas podem ter menor competência social na infância.

Dado interessante, destacado em uma das pesquisas analisadas, mostra que as mães com parceiros alcoolistas apresentam menos ternura e menor calor maternal durante as interações lúdicas com as suas crianças, o que foi preditivo para menor competência social na infância(13).

Esses resultados descobertos levantam a possibilidade de que o estresse, associado ao fato de se ter um parceiro alcoolista pode ter efeito excessivo sobre a interação materna com a criança, ao interferir na capacidade do amor e apoio materno(13).

Ainda, sobre a questão do comportamento, outro estudo(16) teve como objetivo determinar se filhos de pais alcoolistas apresentam mais problemas de comportamento que filhos de pais não alcoolistas e também buscou determinar a influência de um transtorno de personalidade antissocial paterno (TPAS), nesse contexto. Foi sugerido nesse estudo que filhos de pais alcoolistas apresentam risco mais elevado para desenvolvimento de problemas comportamentais e de atenção, apenas se houver alcoolismo parental e TPAS associado.

Outro resultado encontrado, em um estudo(15) longitudinal dinamarquês sobre alcoolismo, a fim de identificar preditores antecedentes de alcoolismo masculino adulto, aponta a influência dos comportamentos pré-mórbidos consistentes ao transtorno de conduta na infância (TC) e transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) sobre o desenvolvimento do consumo de álcool. Da mesma forma, taxas de TDAH e suicídio foram encontradas, sendo maiores em indivíduos com alcoolismo maternal em comparação com os controles(26).

Corroborando os dados acima, uma pesquisa(17) identificou que filhos de alcoolistas tinham duas vezes mais probabilidade para apresentar sintomas subclínicos e quatro vezes mais para ter diagnóstico definitivo de qualquer distúrbio mental. Mais especificamente, o estudo menciona que eles apresentavam risco significativamente maior para transtorno de déficit de atenção/hiperatividade, depressão, fobias, enurese e tiques. Além disso, tiveram piores resultados em todos os testes cognitivos usados e seu risco de baixo desempenho escolar era nove vezes maior que o dos controles(17).

Outras pesquisas(19,22) mostraram que o beber parental estava diretamente associado a comportamentos de exteriorização e internalização dos filhos. Sendo que a resiliência pode significar fator de proteção em relação ao alcoolismo parental, mas de pequena magnitude. Partindo do mesmo ponto de vista, alguns autores(23,25) mencionam o risco elevado de os filhos experienciarem algum tipo de psicopatologia na infância ou adolescência, principalmente transtornos de exteriorização, além de aumentadas chances de transtorno depressivo, maiores nos adolescentes.

Nesse sentido, um estudo(20) buscou avaliar o circuito afetivo e risco de alcoolismo na adolescência tardia, considerando diferenças nas respostas frontoestriatais entre crianças vulneráveis e resilientes, filhas de pais alcoolistas. Concluindo que o grupo vulnerável teve mais comportamentos exteriorizados, o que está relacionado com a ativação pré-frontal dorsomedial. Aponta, assim, padrão consistente na ativação da supressão de respostas afetivas, talvez resultando em inabilidade para desenvolver estímulo emocional, ao longo do tempo. O que não ocorreu no grupo resiliente.

Outros autores(24) identificaram ainda que filhos de pais alcoolistas também foram mais propensos a experienciar estressores repetitivos e sua taxa de estressores de forma mais grave na idade adulto.

É interessante destacar um estudo(21) que difere dos acima mencionados, no qual foram destacadas relações significativas entre relação familiar e uso de álcool. Esse mostra que, exceto para controle comportamental específico de álcool, o problema dos pais alcoolistas não afeta estruturalmente a família em todos os momentos. E, além disso, mais problemas relacionados ao álcool não resultam em menos controle comportamental, menos suporte geral ou mais permissividade.

Alguns autores(21) acreditam que essas diferenças podem se relacionar às questões da abordagem metodológica, uma vez que esse estudo não aborda o diagnóstico da dependência de álcool e sim todos os casos de problemas com a bebida, o que pode refletir a situação da população em geral. Outra explicação se relaciona à hipótese de que a parte parental que não usa álcool tende a proteger os filhos das situações estressantes, relacionadas ao alcoolismo do cônjuge.

Do mesmo modo, outros autores(27) mostraram que os adolescentes que receberam menos apoio parental eram mais propensos a satisfazer os critérios de abuso de substância, bem como aqueles com influência dos colegas. Já adolescentes com elevado apoio dos pais não foram influenciados pelo alcoolismo, concluindo que relação positiva entre pais e as crianças vão atenuar os efeitos negativos de um pai alcoólatra sobre o risco de abuso de substância.

O fato é que, no estudo(21) em questão, é mencionado ainda que os resultados desse não implicam que problemas com bebidas alcoólicas não tenham efeito na cognição pessoal ou funcional, mas sugerem que os pais estão habilitados para regular seus problemas de comportamento no que diz respeito às suas crianças e práticas parentais. Indicam que pais com mais problemas relacionados ao álcool não são mais permissivos que pais que não têm esses problemas.

Os resultados apontam, ainda, que maiores níveis de controle comportamental, suporte, regras e controle do uso de álcool pelos pais resultam em menor consumo de álcool na maioria dos adolescentes jovens. Quando os pais são mais permissivos em relação ao uso de álcool, os adolescentes apresentam maiores níveis de uso da substância. Contudo, suporte e controle do uso de álcool está associado a menos uso de álcool nos adolescentes mais jovens, até 4 anos(21).

Parece que os pais exercem influência durante a fase inicial de uso do álcool, que acontece mais ou menos aos 14 anos, mas os pais não são tão mais importantes uma vez que o hábito de beber tenha se estabelecido(21).

Sugere-se que os fatores genéticos crescem em importância durante a adolescência, enquanto os fatores ambientais descrescem em importância. Além disso, durante a adolescência, os fatores paternos decrescem em importância, enquanto a influência dos amigos cresce, se tornando grande influência para o uso do álcool(21,25). Assim, a influência do apoio social sobre o risco de abuso de substâncias, entre os adolescentes, depende da fonte de apoio - os pais ou colegas(28).

É destacado, ainda, que o uso de álcool pela mãe, em específico, está diretamente associado ao uso de álcool por adolescentes mais velhos. Esse achado é importante, pois a maioria dos estudos anteriores, com foco no alcoolismo ou problemas de bebida, desconsiderava as mulheres(21).

Outro estudo(14), analisado durante a revisão sistemática, deve ser destacado devido à diferente abordagem metodológica. Trata-se de pesquisa, com duração de 21 anos com o objetivo de testar modelos de transmissão intergeracional do uso de substâncias. Foram avaliadas três gerações: G1-avós, G2-pais e G3-filhos. Foi hipotetizado que o uso de álcool em G2 estava associado à pouca disciplina imposta e controle inibitório pobre do G1 sobre G2. Já o uso de substâncias pelo grupo G2, no final da adolescência, foi associado ao uso de substâncias pelos filhos G3. E, na conclusão, observa-se variação quanto à substância: para o uso de álcool, somente associações cruzadas entre as gerações foram encontradas, já para as drogas ilícitas, tanto o pobre controle inibitório e disciplina pobre atuaram sobre o uso entre as gerações.

 

Conclusão

A partir dos resultados encontrados neste trabalho pôde-se notar que estratégias que contemplem apenas as crianças e/ou os adolescentes podem não ser eficazes. São necessárias abordagens que considerem a influência familiar ao se pensar em ações de prevenção, relacionadas ao uso de substâncias psicoativas.

Como apontam os artigos analisados, o alcoolismo parental pode ser fator de risco e ocasionar problemas em relação ao uso de álcool pelos filhos; em relação ao comportamento e/ou em relação aos fatores emocionais dos filhos.

Deve-se, portanto, reforçar os vínculos entre pais e filhos e incentivar posturas mais positivas, de apoio e diálogo, a fim de favorecer a socialização familiar, o que pode produzir resultados mais eficazes como mostraram os artigos. Nesse sentido, é importante que os pais estejam atentos ao desenvolvimento cotidiano dos filhos, contribuindo para o processo de educação e de formação de valores.

A presente pesquisa, dessa forma, buscou o entendimento dos problemas decorrentes do alcoolismo parental para os filhos, em uma abordagem psicossocial do uso e abuso de substâncias psicoativas. Logo, o entendimento dessas questões poderá contribuir para formulações de políticas de saúde que beneficiem crianças e adolescentes, buscando a promoção de vida saudável e ações de prevenção ao uso indevido de álcool. Além disso, poderá contribuir para o aprimoramento científico dos profissionais que atuam na área, cotidianamente.

 

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 POR:

Kallen Dettmann WandekokenI; Creuza Rachel VicenteII; Marluce Miguel de SiqueiraIII


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